ÓPERA DOS TRÊS VINTÉNS

SINOPSE

O desafio para este trabalho teve como base o estágio profissional dos alunos da escola de Jazz Ofício das Artes. Assim, propusemos trabalhar a Ópera dos 3 Vinténs com suporte dramatúrgico e musical, com o intuito de estabelecer uma linguagem entre o jazz, a narrativa e a música complexa de Kurt Weill, proporcionando aos jovens estudantes o primeiro contacto com uma obra de referência musical e teatral. Apelando à criatividade destes jovens, construímos o I acto desta obra complexa e intemporal com base numa estética contemporânea e próxima dos bairros periféricos das grandes cidades.

A peça é formada por quatro grupos de personagens: os bandidos, os mendigos, os polícias e as prostitutas. Mac-da-naifa é o chefe dos bandidos e o Sr. Peachum é o dono da empresa que controla e explora os mendigos. A exposição do conflito dramático tem validade apenas provisória e heurística, mas é um primeiro passo necessário.

O conflito inicia-se quando Mac-da-naifa e Polly Peachum (filha do Sr. Peachum) resolvem casar-se, o que será impedido pelo Sr. Peachum fazendo pressão sobre o chefe da polícia de Londres, Tiger Brown, amigo de longa data de Mac-da-naifa.

A Ópera dos Três Vinténs […] é uma espécie de relatório do que o espectador deseja ver da vida no teatro. Como porém o espectador vê coisas que não desejaria ver, como vê seus desejos não apenas saciados mas criticados (vê-se não tanto como sujeito, mas como objecto) ele encontra-se teoricamente capaz de atribuir ao teatro uma nova função.

(Brecht 1967: 67)

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