MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA NO ALENTEJO

Reacção surge na sequência da divulgação dos resultados dos apoios sustentados 20/21 da Direcção Geral das Artes, às estruturas e artistas da região do Alentejo. Estas entidades repudiam a elegibilidade de atribuição destes apoios, nomeadamente a discriminação de menos 8% de verba para a região.

Nem tudo são boas notícias!

E hoje vimos apelar a todos a divulgação e subscrição deste Manifesto, que surge na sequência da divulgação dos apoios 20/21 da DGARTES, às estruturas e artistas da região do Alentejo. Não concordamos com a redução dos apoios e verbas a estas entidades e por isso queremos mostrar o nosso descontentamento e indignação às entidades competentes!

Para isso, contamos com a sua colaboração! Por favor Comente e Partilhe esta publicação ou assine este manifesto através do email:

grupodeacaoculturaldoalentejo@gmail.com

 

MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA DO ALENTEJO

Uma vez mais, a região do Alentejo foi penalizada na distribuição do investimento público para as artes. Esta situação empobrece e, em alguns casos, contribui para o desaparecimento dos poucos artistas e/ou projetos – tanto estruturais como recentes – no território alentejano, com consequências gravosas para os cidadãos e o seu justo
direito à fruição cultural e artística.

O resultado provisório dos Apoios Sustentados da DGARTES 2020-21 veio evidenciar o desinvestimento na cultura e na arte produzida num território que corresponde a 1/3 da totalidade do território nacional. Esta situação torna-se ainda mais grave quando assistimos a um discurso e ações políticas contraditórias, nomeadamente com a criação de um novo ministério, o da coesão territorial.

Não nos revemos na ideia “colonizadora” de cultura, onde o que vem de fora tem mais valor e aparente impacto. Ao contrário, acreditamos que o trabalho diário e a presença
junto das comunidades vai formando públicos e discursos em torno da cultura. Remamos contra a centralização do poder, quer cultural quer político, e contra a uniformização estética.

Só com um verdadeiro investimento e uma estratégia de longo prazo, se poderá reverter a situação de isolamento e precariedade com que todos nos debatemos quotidianamente. Somos poucos e só contrariando a situação atual é que se pode implementar uma lógica de serviço público mais abrangente, capaz de sustentar os projetos culturais e artísticos que, todos juntos e sem exceção, constroem a diversidade e a identidade da região. A ocorrer alguma discriminação no Alentejo esta tem de ser positiva.

O contexto atual requer medidas políticas e financeiras urgentes e, por isso, exigimos o aumento da dotação orçamental para a cultura no Alentejo de forma a que todas as candidaturas sejam apoiadas e que, nesta região, se cumpra o direito de acesso à Cultura de todos os cidadãos.
É evidente que esta reivindicação pressupõe também o aumento da dotação orçamental para a Cultura em termos globais.

Évora, 18 de novembro de 2019

Este manifesto é promovido e tem como primeiros subscritores as seguintes estruturas regionais:

A Bruxa Teatro, Algures, Alma D’Arame, BAAL 17, CENDREV, Companhia de Dança Contemporânea de Évora, Eborae Musica, Marvão Music, Associação Cultbéria, Oficinas do Convento, Lendias d’Encantar, Projecto Ruínas, Um Colectivo, Associ’arte Évora.

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