EAT ME - Mireia Izquierdo

“Eat me” pretende explorar a forma como nos relacionamos com a comida e os nossos hábitos alimentares numa sociedade que associa a comida ao mercantilismo e imagem. Depois de lutar pela aceitação do seu próprio corpo, Mireia apercebe-se da influência do ícone de beleza no indivíduo e começa a sua pesquisa na desconexão entre a imagem real e a percepção de imagem que um tem sobre si mesmo. A aparência condicionada por ideais de beleza e sucesso, a forma como nos apresentamos na sociedade, um jogo de artificialidade e descontrolo, tudo conectado com a necessidade básica que é o alimento.

ACTIVIDADES

A primeira fase desta pesquisa consistirá numa série de pesquisas e entrevistas a voluntários que queiram partilhas as suas experiências com a intenção de abrir um debate sobre o tema – a conexão entre a comida e a imagem. Excertos das entrevistas enriquecerão a construção cénica do espectáculo.

Numa segunda fase explorar-se-á a construção cénica experimentando exercícios com texto, movimento e elementos visuais, pretendendo levar o público numa viagem sensitiva por sabores, imagens e sons.

Uma terceira fase da residência corresponderá aos ensaios.

 

Please don't call me

Tenho que confessar que até há pouco, eu achava o teatro para os pequenos uma necessidade dos pais que ainda estão nas “primeiras vezes” dos seus filhos. Um tempo que foi abençoado também para mim durante a minha carreira de mãe, mas que não me parecia necessário do ponto de vista da criança para quem “o mundo é ainda um espectáculo”.

Após vários eventos que me lembraram do período intenso de vacinas nos primeiros anos de vida, surgiram associações de ideias retorcidas e “epifânicas”, que me fizeram olhar para o teatro como uma vacina cultural. Uma vacina contra as propostas artísticas de pouca qualidade às quais as crianças estão expostas sem sair de casa ou até sem sair da escola desde a mais tenra idade. Uma vacina, também, contra todo o tipo de segregação, de determinismo de género, de sectarismo económico. Eles já estão a ser impregnados (embora ainda não se traduza em palavras ou em atitudes) por visões do mundo desprovidas de abertura de espírito.

Então, continuando na minha fantasia de querer mudar o mundo, imaginei estas 5 fábulas na esperança de, para além de proporcionar um prazer teatral partilhado entre adultos e crianças, contribuir para criar, nuns e noutros, uma imunidade cultural e política.

Caroline Bergeron

Mireia é uma performer espanhola, residente em Amsterdão, que explora a fisicalidade do corpo para a performance. Interessa-lhe

pesquisar o limite entre o teatro físico e a dança na performance. Trabalhou com coreógrafos

e artistas como Olivier de Sagazan, Gabriela Zuarez, Lisa Groot Haar, Marjolein Vogels e o KAIA

Collective.

 

  1. Apoio ao desenvolvimento de uma criação artística e a jovens criadores.
  2. Intercâmbio entre criadores.
  3. Apoio ao desenvolvimento de um espectáculo que explora um tema sensível, pretendendo-se trabalhar com jovens e envolvê-los na exploração destes questionamentos.
  4. Apoio à residência permite ter um preço de pré-venda do espectáculo, a apresentar em 2019 no 12º Encontro Internacional de Marionetas de Montemor-o-Novo.

Mireia Izquierdo e Andrés Liváno

Jovens a partir dos 15 anos e adultos.



Entre 18 e 24 Junho de 2018 decorreu a residência artística de criação “Eat me” com ensaios na Sala multiusos do Centro Juvenil de Montemor-o-Novo.

No dia 21 de Junho às 18h ocorreu um ensaio aberto em que contámos com 14 pessoas, incluindo adolescentes e adultos.



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