A VELHICE

SINOPSE

O processo de trabalho para esta peça é a continuação da série dedicada a Guerra Junqueiro. Como ponto de partida para este projeto propomos-mos a trabalhar o efémero e o eterno, temas intimamente ligados ao teatro de marionetas muito caracterizados pela sua debilidade física. Para reforçarmos esta ideia escolhemos como matéria de trabalho a “terra” (barro, argila).É sobre uma mesa de argila que toda a ação nasce, acontece e morre, ali em direto diante do espectador, ou seja, marionetas, cenários e objetos nascem e morrem naquele instante perante os olhos do espectador.
Os atores manipuladores serão os “oleiros” de cena, esculpindo figuras que nascem mas morrem e que durante a ação se cruzam com figuras em terracota que permanecem intactas perante a erosão do tempo e da ação. Será no cruzamento entre o efémero e o eterno que nasce o sofismo? O conforme e o disforme também terão um papel de relevo na linguagem pretendida para este espetáculo. Pretende-se uma fusão entre a escultura e a olaria com o teatro de figuras, criando uma metáfora visual num ambiente intimista. Uma das limitações autoimpostas em forma de desafio será o não recurso a meios tecnológicos (eletricidade, música amplificada, iluminação, elétrica, etc.)

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