A BOA SENTENÇA DO SULTÃO

SINOPSE

Versão de Ildeberto Gama, a partir de Contos para a Infância, de Guerra Junqueiro, edição Typographia Universal, Lisboa, 1877.

O processo de trabalho para esta peça tem, como ponto de partida, alguns textos dedicados à infância publicados em 1877 por Guerra Junqueiro, poeta panfletário cuja poesia ajudou a criar o ambiente revolucionário que conduziria à implantação da República em 5 de Outubro de 1910.
Guerra Junqueiro fez parte da chamada Geração de 70 que pretendeu querer fazer Portugal bater ao ritmo da modernidade europeia, não sendo esquecidos os assuntos de natureza didáctica, pedagógica e escolar e a publicação dos Contos para a Infância constitui um seu contributo positivo para a «Educação Elementar». Junqueiro compreendeu e deu a compreender a necessidade de investir no universo infantil através de uma pedagogia lúdica e libertária que harmonize a criança com a natureza, despertando o seu estado de razão sem esterilizar o seu espírito livre e criador.

Assim, numa época em que vivemos sob o espectro da degradação das condições básicas de vastas camadas da população – e a infância na sua natural fragilidade, está na primeira linha dos que sofrem as consequências – faz todo o sentido que abordemos estas temáticas com o cuidado que nos obrigamos a colocar em todos os projectos.
Para evidenciar os aspectos acima referidos, sabendo que a marioneta é um instrumento privilegiado da comunicação com a criança, escolhemos o Teatro de Sombra. É uma técnica que tem a capacidade de emocionar e interagir com a criança, mantendo a abertura para um ambiente inter-geracional que, do nosso ponto de vista, é a situação ideal para o desenvolvimento das capacidades cognitivas e crescimento da mesma.
Um Narrador conta dois dos contos de Guerra Junqueiro. Está em posição frontal face ao público e tem por detrás, acima de sua cabeça, um ecrã. Faz a apresentação, introduz as personagens e descreve o contexto da acção narrada em discurso indirecto. Sempre que passa ao discurso directo, manipula umas pequenas figuras recortadas sobre o vidro de um retroprojector que está na sua frente e que são projectadas no já referido ecrã. Conta com o auxílio de um técnico sentado a seu lado que lhe passa as sombras e acciona separadores musicais que enfatizam a acção e auxiliam na passagem da narração ao discurso directo.

A narração/acção conclui-se com a tradicional exclamação: “Vitória! Vitória, acabou-se a estória”.

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Encenação: Ildeberto Gama

Actriz/manipuladora: Susana Nunes

Produção Executiva: Isabel Pinto Coelho

Assistente de Produção: Alexandra Anastácio

Marionetas: Ildeberto Gama

Dispositivo Cénico: Amândio Anastácio

Música: João Bastos

Construção de Marionetas: Ildeberto Gama e Susana Malhão

Operador de Luz e Som: João Sofio

Produção: Alma d’Arame 

Apoio: Município de Montemor-o-Novo

DURAÇÃO

30 minutos

 

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M/4

 

EQUIPA PARA ITINERÂNCIA

– 1 Marionetista

– 1 Técnico

 

ESPAÇO INTERIOR

Palco ou sala ampla, que permita escuro total e a instalação do cenário com as seguintes dimensões:

Largura: 3m; Altura: 3m; Profundidade: 3m.

 

NÚMERO MÁXIMO DE ESPECTADORES

120

 

TEMPO DE MONTAGEM

3h

 

TEMPO DE DESMONTAGEM

1h

 

CORRENTE ELÉCTRICA

220 V

 

Alimentação para 2 pessoas e alojamento se necessário

Quando deslocado acresce uma compensação de distancia a Montemor-o-Novo calculada a 0,45 km

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